terça-feira, 26 de agosto de 2008

Diga não à guerra!


A história da humanidade é uma história - até onde a conhecemos - de guerras. Grandes nomes e impérios podem ser citados: Grécia (atenienses e espartanos, entre outros), persia, o grande império romano, Gêngis Khan e seu império mongol, Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler, e atualmente - Estados Unidos da América - .

Atrás de cada guerra, estão os interesses de um soberano. As ferramentas para a conquista deste objetivo: nós,a população. Com a revolução industrial no século XIX, o número de mortes que haviam em uma guerra aumentou assombrosamente. Passamos de centenas, milhares de mortos....para MILHÕES.

E eu me pergunto: É justo tantas vidas serem disperdiçadas em prol de objetivos tão sujos? Jovens que provavelmente nunca mataram alguém, e nem mesmo tocaram em alguma arma de fogo...morrendo um atrás do outro. Corpos estendidos no campo de batalha. Gritos de horror. Crueldade e frieza. Quem vai à uma guerra e volta vivo é assombrado pelas funestas lembranças.

Quando vamos perceber que a guerra não nos leva a nada além de tristeza e desespero? Nós somos o povo, a mão armada da máquina de guerra nacional, nós podemos escolher se haverá guerra ou não. Digamos não à ela.

"A guerra é a continuação da política por outros meios" diria Clausewitz. Concordo, concordo que ela é a continuação de uma política podre, inescrupulosa que existe para preservar interesses econômicos de grandes potências.

Do fundo de meu espírito idealista, inalienável a mim mesmo, é que escrevo este artigo, esperando que um dia a vida das pessoas seja reconhecida e valorizada. Claro que acabar com as guerras não é a única maneira de se conseguir isso, mas é um ótimo começo.



Victor Guilherme Campoy Amato

16 comentários:

Gabi disse...

Mex...

O cachorro não esqueceu!
É aí que mora a mensagem. Tbm espero q a nossa amizade seja assim. E ela é assim, pq a gente faz com q ela seja


Beijooos

Helena disse...

aaaha!
que texto hein!
meus parabéns Sr. Victor ^^

Guerra....
eu sempre vi guerra como a "saída" de emergência quando não se tem capacidade de tomar uma atitude sensata. Porque se for ver, independente de quem seja denominado O 'grande' vencedor, todas as partes - de uma maneira ou de outra - terminam perdendo.

Mas ela é feita por aqueles que não possuem uma opinião, uma convicção, que deixam-se dominar e ter suas mentes influenciadas por déspotas e ditadores que manipulam (e muito bem) grande parte da população. Não só em questões de guerra, ma em promessas, campanhas, desvios, e tantos exemplos que temos por aí.


beeeijo amor!
;@@@

El Gringo Loco disse...

Bom, achei meia boca o teu texto mas isso não é o assunto.

Falar de guerra é complicado mais ainda nós que nunca vivemos uma guerra, é muito facil a gente falar de guerra atras de um computador e enquanto isso crianças armadas se matam por culpa do pesso da historia e da cultura que eles tem que carregar nas costas, aqui mesmo temos uma guerra de fome, é, fome! Enquanto vamos no McDonald (que eu pessoalmente nunca fui) comprar uma porra de um amburguer que é do tamanho de uma moeda e enquanto isso a uma guerra que leva 16 mil crianças com menos de cinco anos a morrerem de fome, por dia!

Donos de fabricas que vendem pro mundo inteiro são responsaveis pelo trafico de armas, trafico de pessoas, etc. E nós consumimos produtos deles.

Não é precisso ir muito longe pra ver uma guerra.

As nossas crianças (digo nossas pq são seres humanos como nós) que estão na rua que nós olhamos e pensamos "ah, coitada" e não fazemos porra nenhuma pra mudar nada estão numa guerra e eles não estão armados, somos nós que estamos armados.
A nossa arma é o consumismo, o egoismo e o nosso esquecimento pelo nosso irmão que esta morrendo lá fora da nossa casa.

Estamos em guerra, fazemos guerra.
Isso só vai acabar quando a raça humana estiver extinta porque virão novas civilizações que estudarão a nossa época e verão que cometimos muitos erros e não farão a mesma coisa.

Abraço.

Victor disse...

Obrigado pelo comentário, Ó estranho, gringo louco, mas antes de falar que meu texto é meia boca, corrija sua gramática.

"nós que nunca vivemos uma guerra".

"aqui mesmo nós temos uma guerra de fome"

Decida-se homem, vivemos ou não uma guerra?

A indústria de guerra é um dos pilares de sustentação do sistema capitalista atual. O que me deixa puto, é que a "matéria-prima" para se fazer a guerra são os homens.
A vida do homem passa a não ter valor algum durante uma guerra.

Eu só quis mostrar no meu texto, que fazer a guerra está no poder de decisão do povo, mas o povo não tem essa consciência. Eu acredito veemente no poder da palavra, e acho que este é o carro-chefe para recuperar a noção da população sobre cidadania e direitos.

O dia em que o povo for mais sábio, ou as nossas vidas passarem a ter algum valor maior que meros números, quem sabe o fantasma chamado Guerra não mais nos assombrará.

Um dia a gente aprende. Por bem ou por mal.

Tomara que seja por bem...

El Gringo Loco disse...

Ahaha, muito engraçado mas eu me referia a "nós nunca vivemos uma guerra" a VOCÊ, EU e o resto das pessoas que estão comentando aqui...

Voltando ao assunto, seria tão bom se as nossas (homens) cagadas pudessem ser jogadas pelo vaso também não é?rs

Valeu

Helena disse...

Calma pessoal! tem espaço pra todas as opiniões aqui ok!?
eu sei que já comentei mas me deu vontade de comentar mais uma vez, a discussão tá ficando boa!

1º) Quando se fala em guerra, fala-se não somente de uma batalha travada entre duas nações enfrentando-se com armas de fogo, espadas, sangue jorrando por todos os lados ou aquelas cenas que costumamos ver em filmes.
Guerra pode ser desde um grande confronto entre nações até aquelas Guerras não declaradas que existem no nosso dia-a-dia.

2º) E o que é a luta pela sobrevivência se não uma variação de guerra? Um confronto muitas vezes travado dentro de nós mesmos no âmbito de nos sentirmos livres após a vitória. è como diz aquela canção: "dias de luta, dias de glória"

3º) Pelo meu entender, o Victor quis enforcar a Guerra como um ato desumano, onde pessoas morrem sem saber realmente o porque, sendo que a guerra só acontece por meio delas. Onde deixam de ser humanos para ser apenas um número a mais na lista de cadáveres.

4º) E acredito que o que o Gustavo quis dizer foi, acrescentando ao post, que muitas vezes pensamos na batalha de um modo tão gigantesco que esquecemos: vivemos não em uma guerra sanguinára, mas sim feita de armas intangíveis.
Mas nós podemos, sim, fazer a diferença.

Victor disse...

Olá novamente.

Gringo louco, ao resumir esta discussão para os limites de "quem está escrevendo" você perdeu a idéia central do meu texto.

O fato de nós nunca termos participado de alguma guerra, não muda o fato de que podemos crítica-la. Existe uma grande diferença entre alguém que pensa a guerra como um mal e tenta expor isso e um mauricinho andando de nike shox levantando uma bandeira inútil de socialismo e defendendo uma revolução armada...

Nós que estamos aqui escrevendo no blog, representamos aproximadamente 10% da população, pois os outros 90% não têm alfabetização, nem acesso à informação e nem tempo para pensar nisso...pois estão passando fome.

E, Gustavo, não enxergas a mediocridade que existe em ficar se martirizando pelos nossos erros já cometidos, ao invés de correr atrás de uma mudança positiva?

Erramos? sim, já erramos muito. Mas é somente assim que a humanidade pode avançar. Errando, aprendendo, voltando, avançando.

Mas para o aprendizado ser efetivo e o avanço realmente ocorrer, precisamos de pessoas que sejam idealistas e tenham coragem o suficiente para se jogar de cara contra a sombra da ignorância.

Sinto muito por você se apegar tão somente aos nossos erros.

Victor disse...

E Helena, eu acho que ficou bem claro o meu conceito de guerra neste texto. Eu realmente estava falando da guerra com armas de fogo. Não estava em momento algum me referindo à guerra social que existe, pois esta segunda para mim, não existe.

Guerra é uma palavra muito forte para tentar se explicar o que acontece na sociedade. Tem gente passando fome? tem. Tem gente lutando pra sobreviver? Tem.
Mas nem de longe isso pode ser chamado de guerra. Esta é somente outra consequência da ignorância do nosso povo e a necessidade de conscientização. Pois um povo que entende o problema social pelo qual está passando, tem força e argumentos para batalhar pelos seus direitos, afinal nós somos o governo, nós temos a força, nós podemos fazer a diferença.

É só lembrar o povo disso...

"vivemos não em uma guerra sanguinára, mas sim feita de armas intangíveis.
Mas nós podemos, sim, fazer a diferença."

Armas intangíveis?

Isso não existe.

Helena disse...

3º) Pelo meu entender, o Victor quis enforcar a Guerra como um ato desumano, onde pessoas morrem sem saber realmente o porque, sendo que a guerra só acontece por meio delas. Onde deixam de ser humanos para ser apenas um número a mais na lista de cadáveres.

"Eu realmente estava falando da guerra com armas de fogo. Não estava em momento algum me referindo à guerra social que existe, pois esta segunda para mim, não existe."

O.o
mas foi oq eu falei!uhsuauhsuhasuh
vc tá dicutindo que não é 6, e sim meia-dúzia! mas a gente falou a mesma coisa ;P

______________________________


armas intagíveis não exitem pra você??
~> então oq é a ganância, o amor, o ódio, o desejo, a garra, a vontade de mudar e a MENTE humana (no sentido de pensamentos e idéias)se não a arma mais poderosa que as pessoas possuem?
e não são essas mesmas que acabam por mover o mundo?

Victor disse...

Não, a gente nao falou a mesma coisa.

O rumo da discussão estava se voltando para uma "guerra social" que vocês dizem existir, que é um montante dos problemas sociais no Brasil.

A guerra que eu estava me referindo desde o início, é a guerra que é feita em campos de batalha, com armas de fogo, seres humanos morrendo, enfim...terror.

Tu sabes o que é algo intangível?
É algo que não pode ser alcançado.

"4º) E acredito que o que o Gustavo quis dizer foi, acrescentando ao post, que muitas vezes pensamos na batalha de um modo tão gigantesco que esquecemos: vivemos não em uma guerra sanguinára, mas sim feita de armas intangíveis.
Mas nós podemos, sim, fazer a diferença."


Não existe guerra com armas intangíveis.
Só para pessoas medíocres que se conformam em "não poder fazer nada para mudar".

El Gringo Loco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
El Gringo Loco disse...

Bom Vitor, ja tirou uma conclusão precipitada da minha pessoa (Sinto muito por você se apegar tão somente aos nossos erros.)mas deixa eu dizer algo...
Sinto te informar que "existe guerra com armas intangíveis." se muda de pais pra falar isso, aposto que vai pensar duas vezes... Ainda não sabe o que é ter que sair do teu país porque não a solução pra nada e quando digo nada é nada mesmo.

Olha eu faço a diferença, estou rodeado erros dos outros mas isso não faz eu dessistir, não me faz dessistir dos meus sonhos e sonhar de ver as pessoas num mundo onde possamos ser respeitados pelo que somos e não pelo que temos.

Ainda eu sabendo que a minha luta na terra nunca sera suficiente para melhorar um 5% da população do mundo, não fico parado.

Ah, e posso ter perdido a idéia central do teu texto. Só quiz dizer que a muitas coisas que faltaram pra se falar de uma guerra.
Só quiz acrescentar e não discordar...

Mas mesmo assim devo dizer que estou gostando do teu blog e desculpa eu ter dito que teu texto era "meia boca" eu só falei isso porque na verdade era pra te dizer que faltavam coisas.

Recomendo a vocês todos os livros do escritor do Uruguay, Eduardo Galeano. Vai servir de muito para que todos tenhamos a nossa lingua mais afiada.!rs

Abraços.

Victor disse...

Gustavo, você começou seu comentário com dois erros imperdoáveis. 1° errou meu nome.
2° Tudo, TUDO tem solução.

Tudo tem solução, é só existirem pessoas dispostas à arriscarem seu sangue por um ideal. É uma pena que hoje em dia falta às pessoas um pouco de vontade e coragem para atuar. Digo isso pois sou um idealista.

Eu gosto de suas idéias, mas não te respeito pelo fato de você afirmar que não desistiu de seus sonhos, mas se conforma com o fato de não poder fazer nada!

Como você sabe de algo que nem aconteceu? sua luta pode mudar muito mais que apenas 5% de uma população, seja ela qual for.

Eu já tomei muitas patadas por ser idealista. Muitas pessoas não acreditam mais em nada. Muitas pessoas abandonaram seus sonhos e se acomodaram em sua vidinha comum.
Se eu posso afirmar uma coisa em minhas condições atuais, é que pelo resto de minha vida vou batalhar pelos meus ideais.

Mas uma andorinha sozinha não faz verão. Preciso de pessoas igualmente idealistas e confiáveis ao meu lado para me apoiar e serem apoiadas.

É com muito pesar, que escrevo que meus atuais grandes amigos, mesmo sendo grandes companheiros, não tem um pingo de idealismo e muito menos de coragem.

Me desculpa por qualquer coisa, no começo acabei levando para o lado pessoal a discussão, foi precipitação da minha parte.

Ah, e sobre o Galeanno, eu conheço o autor, mas nunca cheguei a ler alguma coisa dele. Valeu pela dica.

Abraço a todos!

El Gringo Loco disse...

Velho, com certeza eu digo uma coisa, seria um prazer passar a noite bebendo cerveja e ficar "discutindo" sobre tudo isto com você meu caro Vi"C"tor...

Abraço

Helena disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Helena disse...

após MUITO tempo de discussão...
a gente entrou em um acordo neh SR. Victor?
auhshuhasuhuhauhshass
(mas foi difícil!)

relembrando:
intagível: que não pode ser TOCADO




p.s. esse post rendeu hein!?
p.s.2. adorei a idéia de "discutir" qualquer dia! ;D