
Algumas pessoas passam a vida buscando um sentido, uma simples razão ou explicação para chamada aventura humana na terra. Outras, porém, não se preocupam com a causa, apenas fazem surtir o efeito, apenas...
VIVEM! E é entre essas idas e (re)voltas, que muitos acabam por esquecer que viver é realmente uma arte.
O que acontece é que enquanto você pensa na vida, ela passa por você. Enquanto alguém espera, alguém faz; enquanto uns nascem, outros morrem; enquanto alguns querem, outros lutam, e vencem. Cada um pode escolher, de que lado você vai estar?
È comum observar pessoas atrasadas, correndo contra o relógio, pedindo mais tempo para poder trabalhar mais, estudar mais, ou qualquer outra atividade cotidiana. A rapidez e a praticidade tornaram-se fundamentais para a vida atual. Pessoas querendo mais tempo, mas desperdiçando sem piedade. Desperdiçando o tempo de um abraço sincero, de um carinho quando der vontade, de uma palavra presa no pensamento que não se tem coragem de falar, até mesmo de um xingamento, de um grito de alegria (ou não).
Parece que por aqui (Terra) as coisas realmente andam muito “moderninhas”. Acreditem vocês que até a culpa é terceirizada! Que coisa de país desenvolvido! È um jogando culpa no outro, afinal ninguém tem tempo de pedir desculpas, muito menos assumir erros. Está se tornando cada vez mais árdua a tarefa de ser
HUMANO.
Outro ponto relevante é a febre do chamado “O Segredo” – que se realmente segredo fosse, não estaria publicado. Será que realmente as pessoas acreditam que ficar apenas pensando e acreditando eternamente irão conseguir? Não sei na vida de vocês, mas para mim nunca algo caiu do céu. Se fosse seguir esta filosofia de atração até Papai Noel existiria pela quantidade de crianças que acreditam nele não é mesmo!? Se não comodismo por acreditar na pura atração, é no mínimo conformismo pela própria situação. O acreditar não é ficar embriagado por pensamentos esperando que algo ocorra, mas é um combustível para que se vá em busca do que se almeja.
Realmente não há tempo a perder, e mesmo assim desperdiçam-se horas e mais horas com futilidades. Paralelo a esse tempo, passam também as oportunidades. Algumas pessoas as perdem por medo ou pela trágica incapacidade de expressar vontades que gritam dentro do peito. A vontade de correr para um abraço, de dizer um “eu te amo” verdadeiro, de falar algo que ficou preso na garganta, de chorar, cantar, beijar, dizer um sim ou um não a partir da própria vontade, pedir perdão quando perceber que errou. Eis aqui mais um exemplo da exclusividade de “dons” humanos – demasiado humanos. O ser humano chegou a tal ponto de egoísmo que até a raiva ele guarda para si, e fica amargurando até possuir a chance de expulsá-la – obviamente que dá pior e mais vingativa maneira possível.
O presente é então o que resta. É a única e verdadeira chance em que se tem para fazer o que se quer, de ser feliz, e principalmente tornar-se quem se
é! È tempo de deixar para trás tudo o que passou. È tempo de pensar no aqui e no agora, para não ser como os pobres de espírito que deixam de viver muito tempo antes de chegar ao fundo da terra.
Helena Fontana