
Como foi o assunto mais votado pelos leitores e também por ser um assunto de grande interesse pessoal meu, vou escrever hoje sobre a internacionalização da Amazônia. Este é um assunto muito delicado e existem milhares de opiniões diferentes sobre o assunto, espero que após lerem minha matéria, comentem para poder haver uma interação de opiniões.
A internacionalização da Amazônia é um fantasma que assombra o Brasil há muito tempo. Nos ultimos 15 anos este fantasma tem visitado frequentemente nosso país e cada vez mais aumenta o temor de uma possível invasão estrangeira à nossa Amazônia.
Nossa? Acho um tanto errado nos referirmos à Amazônia como nossa, e acho mais errado ainda usar um termo como "Internacionalização" da Amazônia. A Amazônia já é internacional, afinal faz parte do território de outros 7 países da América do Sul, o que significa que nossa preocupação com uma possível invasão, é compartilhada por outros países vizinhos.
Existem duas formas para nos referirmos à "internacionalização" da Amazônia. A primeira é a forma de invasão territorial, perda de soberania sobre território. Esta é uma hipótese que realmente deve nos preocupar. vivemos em um mundo onde valores morais são frequentemente subjugados por valores econômicos, temos como exemplo recente o Iraque invadido pelos EUA. As reservas de água e energia no mundo estão se esgotando e o potencial da floresta amazônica resultará em futuras investidas de países super-desenvolvidos sobre seu território.
A segunda forma, é forma capital. Esta forma evidentemente já existe. Na Amazônia (agora me referindo ao território brasileiro) estão empresas como: a canadense Alcan Alumínio do Brasil, a multinacional brasileira Vale do Rio Doce e a Albras, da Alunorte, controlada pela Nikon Amazon Aluminum Corporation, que juntas abastecem o mercado mundial com bauxita metalúrgica e alumínio primário. Sem contar a Carajás, que é dominada por capital Japonês e exporta aproximadamente 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Todos os projetos de infra-estrutura para a região amazônica são um plano de abertura da floresta para o mercado externo, tornando evidente a "internacionalização" na sua forma capital.
Este assunto já dá, e vai continuar aumentando a dor de cabeça de nossos governantes, que não criam planos realmente eficientes para a amazônia e só aumentam o alarde de sua internacionalização, para tentar criar algum sentimento patriota no povo brasileiro e jogar a culpa nos países super-desenvolvidos.
Equanto alguma atitude não for tomada pelo governo, este fantasma vai continuar assombrando, e em um futuro próximo, pode se tornar, infelizmente, realidade.
8 comentários:
Realmente, Victor, com a "internacionalização" com olhos capitalistas são um problema.
Se não todos, a maioria dos países interessados nesse ato alega querer proteger a Amazônia. Isso já é complicado, pois ter e precisar proteger não é como ver e querer proteger no sentido de planejar a tal proteção. E, o que mais pesa contra, é que os fatos desmentem os discursos, como você, Victor, bem salientou.
Porém, sou a favor da "internacionalização discursionista", quer dizer, baseada nos discursos de proteção do ecossistema. Não vejo ofensa à soberania sul americana com isso, mas sim uma lição de humildade das autoridades locais. Mas antes que isso se concretize, será necessária a completa mudança do padrão de raciocínio humano, quer dizer, afastando-se do capitalismo. Não quero, com isso, dizer que o socialismo é a solução, digo apenas que a mente capitalista tende a não enxergar além do próprio bolso, principalmente em questões nas quais pode-se tirar vantagem econômica e/ou financeira de algum modo.
Abraços.
"Sem contar a Carajás, que é dominada por capital JAPONÊS e exporta aproximadamente 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano."
gostei dessa parte xD
õ/
eu acho q o governo deve sim liberar a entrada de empresas internacionais na amazonia, desde q sejam empresas sérias e com noção de ecologia e proteçao à frente da obsessão pelo lucro.
É um caso bem delicado. No meu ponto de vista, ou o Brasil desenvolve uma eficiente política auto-sustentável que preserve a Floresta, proteja a água e administre a exploração, ouentão o melhor mesmo é entregar como "patrimônio mundial". Nesse caso, sendo administrada por uma autoridade internacional a ser criada.
Ou cuida, ou então deixa pra quem sabe ( sabe e realmente vai) cuidar da "nossa" Amazônia.
achei MUITO bom o texto viu Victor!?
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Oi irmão juvenil >)
Como já escrito no post, existem diversas empresas, multinacionais e o escambau que tomaram conta de todos os setores lucrativos do país, vide a telefonia. Os que ainda não foram tomados, tem suas ações majoritariamente na mão de investidores internacionais. O povo brasileiro, dá espaço para as polêmicas da vez, como a Amazônia, mas acho que já esqueceram que mais nada está sob nosso poder. A Amazônia não será invadida, pois já foi há anos, a custa de governantes que facilitam qualquer coisa por uns trocados no bolso. Certamente boa parte dos que criticam fariam o mesmo se estivessem no lugar dos políticos que tanto xingam. Infelizmente esse país foi fundado pela nata da escória, e pra complicar mais ainda, não temos nem um século de democracia. Estamos ferrados! =D
Como militar do Exercito Brasileiro, escuto o tempo todo que a "nossa" amazonia esta protegida pelas forças armadas e que o unico problema na amazonia, em relaçao ao mundo externo, seria a invasao por um outro pais. A questao das impresas que exploram, de forma legal ou ilegal a amazonia, ja pode ser considerada uma invasao, pois cria a oportunidade de uma empresa nao-brasileira de tomar o controle sobre certa regiao amazonica impossiblitando a açao do governo e TAMBEM das forças armadas, de verificar e controlar aquela regiao.
Eu acredito que o momento pede que a atençao voltada para trazer uma copa do mundo ou uma olimpiadas para o Brasil, que diga-se de passagem toma tempo e dinhero nosso, seja utilizada para "retomada" do controle da amazonia pelo Brasil, evitando assim (temporariamente pelo menos) um confronto ou desentendimento com outros vizinhos nossos.
Na verdade meu amigo andré, o fato de algumas empresas estrangeiras tomarem o controle de áreas da floresta amazônica não significa que houve uma invasão, pois mesmo sendo propriedade privada, não está fora do alcance da soberania brasileira sobre o território. Para corrigir com uma visão minha o que você disse, devo criticar novamente o governo, pois este não fiscaliza corretamente o uso da propriedade privada pelos estrangeiros, tornando a exploração uma saída fácil e lucrativa para as multinacionais ali instaladas.
Se houver um controle maior sobre o território, uma criação de leis tributárias referentes à produção, e várias limitações para a exploração, o quadro na nossa Amazônia pode mudar.
o capital sempre estará num patamar mais alto que os interesses físicos de toda uma nação.
qual e a diferença entre a Amazonia internacional e a legal???
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